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O que é?

Artrite é a inflamação das articulações, que são onde dois ossos do corpo se encontram. É importante entender que não existe apenas um tipo de artrite e que os fatores também são variáveis. No caso da inflamação no quadril, os tipos de artrite que mais tendem a acometer a área são a osteoartrite e a artrite inflamatória.

A osteoartrite ocorre quando há um desgaste das cartilagens e do tecido flexível nas extremidades dos ossos. Já nos casos de artrite inflamatória, há o envolvimento do sistema imunológico e de inflamação. No grupo da artrite inflamatória estão englobados a artrite reumatoide, o lúpus, a espondilite anquilosante, a síndrome de reiter, a artrite psoriática, além da doença inflamatória do intestino.

Quais as Causas?

A osteoartrite ocorre quando há desgaste, sobrecarga, ou degeneração das articulações do quadril. A cartilagem vai se desgastando a ponto de expor o osso. Nesse caso, o mais comum é que a lesão ocorra devido à idade do paciente.

Já nos casos de artrite inflamatória, as causas não são completamente conhecidas. Porém caso não tratada, ela pode levar a deformidades nas articulações, que acabam por limitar os movimentos do paciente.

Qual é o grupo de risco?

Os grupos de risco da artrite no quadril envolvem pessoas com familiares que já tiveram algum tipo de artrite, já que o quadro pode ser genético. A idade, assim como o gênero, também influenciam os casos: com o passar dos anos o risco de artrite é maior, assim como o fato de ser mulher. Pessoas obesas também têm mais chance de sentirem dor no quadril, já que o excesso de peso exerce pressão nas articulações do corpo. Aqueles que já sofreram algum tipo de lesão nas articulações do quadril também podem estar sujeitos a desenvolver casos de artrite, caso a lesão não tenha sido tratada adequadamente.

Quais os sintomas?

Os sintomas envolvem principalmente inflamação, rigidez e dor no quadril. É possível que haja limitação de movimentos, já nos casos de artrite reumatoide envolvem quadros de febre, inchaço, perda de peso e até diminuição do apetite. Além disso, é possível apresentar vermelhidão da pele ao redor da articulação e aquecimento na área.

Como é determinado o diagnóstico?

Para o diagnóstico, o médico ortopedista especialista em quadril irá pedir exames laboratoriais e de imagem, além de exames físicos no qual serão avaliados os níveis de dor e sensibilidade do paciente com inflamação no quadril. No caso da artrite no quadril, é a análise de todos os exames pedidos que dará o diagnóstico final.

Os exames laboratoriais englobam hemograma completo, VHS (indicador de inflamação no organismo), PCR - proteína C reativa (indicador de processo inflamatório) e fator reumatoide (indicador de artrite reumatoide). Já os de imagem normalmente pedidos são o de radiografia da bacia, ressonância magnética e ultrassonografia articular.

Qual o tratamento mais indicado?

Após o diagnóstico feito por um médico ortopedista especialista em quadril, com base na análise dos exames, existem dois tipos de tratamento: os não cirúrgicos, para os casos menos avançados, e os cirúrgicos.

Não Cirúrgicos

Os tratamentos não cirúrgicos para a inflamação no quadril envolvem exercícios de fortalecimento próprios para a região, durante sessões de fisioterapia: elas ajudam a aumentar a amplitude dos movimentos, manter os músculos fortes e evitar a dor no quadril. A natação, em certos casos, também é uma grande aliada. Para pacientes com sobrepeso, os especialistas recomendarão possivelmente uma dieta para a perda de peso, já que a redução ajuda a aliviar a carga sobre os quadris.

Em casos de dor, anti-inflamatórios serão receitados para que haja alívio e retardo da doença, enquanto o paciente realiza os processos para a melhora (como fisioterapia e natação).

Cirúrgicos

A cirurgia é indicada quando há dor limitante, que impede que o paciente realize atividades simples como caminhar, ou até mesmo repousar. Quando há rigidez no quadril que impede o movimento dos membros e quanto os medicamentos prescritos pelo médico não reduzem o quadro de dor e inflamação.

Caso a cirurgia seja realmente necessária, existem três opções mais comuns: a artroplastia total de quadril; a descompressão do núcleo e, por fim, a sinovectomia. A artroplastia total de quadril é o processo cirúrgico no qual a cartilagem desgastada e a cabeça femoral são substituídas por uma prótese. Na descompressão do núcleo, a região danificada é perfurada até a cabeça do fêmur, fazendo com que o fluxo sanguíneo seja estimulado e promovam a renovação da área afetada. Já a sinovectomia é uma intervenção cirúrgica feita para prolongar a vida útil da cartilagem.

Recuperação pós-cirúrgica

Para uma boa recuperação, o paciente deverá seguir as orientações do médico ortopedista especialista em quadril. Algumas das recomendações são manter uma dieta leve e equilibrada, para a boa cicatrização do local e beber bastante líquido. Já as atividades físicas, desde a mais simples como caminhar, até as que exigem mais força do corpo, como exercícios, serão retomados gradualmente e com a ajuda de um fisioterapeuta. A maioria dos pacientes já consegue realizar atividades cotidianas em um período entre seis e oito semanas após a cirurgia.