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Apesar de serem muito parecidos, o estiramento e a distensão se diferem quanto à sua localização. Enquanto a primeira se caracteriza pelo alongamento das fibras musculares, a segunda se manifesta no tendão ou áreas adjacentes. Em ambos os casos, os atletas são as principais vítimas, já que sobrecarregam em demasia seus músculos durante a prática esportiva.

O que é?

Quem pratica esportes regularmente ou é entusiasta de alguma modalidade esportiva, já deve ter ouvido falar do estiramento muscular e da distensão muscular. Duas lesões que muito se assemelham, embora sejam diferentes quanto à sua localização.

Os dois tipos de contusões se manifestam da mesma forma. Ou seja, quando o músculo, após uma atividade física intensa, se estica mais do que deveria. Esse esforço exagerado pode levar o atleta a sofrer com uma ruptura das fibras musculares ou do tendão.

Aí que está a diferença entre os dois tipos de lesões. No estiramento muscular, o “alongamento” ocorre nas fibras musculares vermelhas, responsáveis por contrações lentas.

Já a distensão muscular se desenvolve após o tendão, ou suas partes adjacentes (tal qual a junção músculo-tendínea), se romper.  De forma geral esse tipo de lesão ocorre perto da articulação. 

Essas duas lesões normalmente acometem mais a parte posterior e anterior da coxa, além das panturrilhas. Em casos isolados o paciente poderá sofrer com estiramento e distensão nas costas e nos braços. Essas lesões musculares na lateral do quadril são mais raras. 

Apesar dos locais distintos, ambas as contusões possuem os mesmos sintomas, causas, classificação quanto ao grau de comprometimento e tratamento. O médico ortopedista é o especialista capacitado por prescrever o tratamento para recuperar as fibras ou tendões acometidos pelo alongamento exagerado.

Causas

Tanto o estiramento quanto a distensão são resultados de esforços exagerados por parte do atleta. Tanto é que muitas pessoas se lesionam após treinar de forma incorreta, com sobrecarga excessiva, sobretudo durante sessões de musculação. Sob esforço descomedido, o músculo trabalhado passa por uma fadiga. Nessas horas as fibras ou os tendões se contraem, causando contusões. Muitas vezes essas lesões podem ser resultado de displicência da pessoa, ou até mesmo provocadas por treino inadequado em um equipamento.

O mesmo acontece com corredores que se utilizam de posturas incorretas durante a atividade física. Por isso mesmo, não é incomum que atletas de futebol, vôlei, basquete e maratonistas sofram com esse problema. Afinal, movimentos bruscos e esforços excessivos fazem parte da prática esportiva de cada profissional ou entusiasta dessas modalidades.

Sintomas

O primeiro indício das lesões ocorre logo após a ruptura. A principal queixa do paciente é de dor intensa que se manifesta de forma súbita, sobretudo durante a atividade física. Em alguns casos, esse desconforto pode ser acompanhado de um estalo. O grau da dor vai depender da intensidade da lesão. O comprometimento pode ser medido em três tipos distintos.

Grau 1: quando o estiramento das fibras musculares ou dos tendões não é causado por um rompimento. Nesse caso, a dor tende a ser mais branda, com tempo estimado de até uma semana após a lesão.

Grau 2: uma pequena ruptura pode ser constatada, sendo acompanhada por uma dor mais intensa.

Grau 3: esse é pior caso, já que o músculo ou tendão se rompe por completo. Nesses casos, o paciente se queixa de fortes dores sobre o local da lesão, edema e calor na região acometida pela ruptura.

Nesse último caso, o desconforto causado pelo estiramento muscular, ou distensão muscular, provoca interrupção na mobilidade do atleta. Sendo assim, o paciente poderá sofrer com desequilíbrios de força muscular, flexibilidade alterada, dificuldade na coordenação de movimentos e até distúrbios de ordem nutricional e hormonal.

Por isso, a ajuda de um médico ortopedista para essas horas se faz necessária. Quanto mais cedo o tratamento for realizado, mais efetiva é a recuperação.

Diagnóstico e tratamento

As orientações são feitas após análise minuciosa do médico ortopedista ainda no consultório. Se houver suspeitas de lesões, o profissional encaminha o paciente para exames complementares, como ressonância magnética e ultrassom.

Com a certeza das lesões, o paciente deverá passar por uma série de tratamentos. O uso de anti-inflamatórios, por exemplo, é essencial para abrandar as dores. A fisioterapia direcionada ao estiramento ou distensão também é de suma importância para acelerar a recuperação do paciente. 

Por fim, o repouso absoluto é essencial e a compressa sobre o local acometido pela contusão deve receber água fria com gelo até quatro vezes por dia, dependendo da intensidade da dor.

Caso o paciente sinta qualquer incômodo, é necessário que ele relate os sintomas à equipe multidisciplinar. Também é essencial que o paciente não faça uso de medicamentos por conta própria: isso evitará que possíveis sintomas possam ser mascarados, omitindo problemas mais sérios.