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O que é?

O termo fratura tem vários significados e variações, osso quebrado, osso fraturado ou até mesmo ruptura óssea, que podem ocorrer durante qualquer ação, como o simples fato de caminhar, tropeçar e ir de encontro ao chão e em qualquer idade, sendo que o mais comum é a quebra em duas partes. No caso específico da fratura de quadril, os ossos mais comumente afetados são a pélvis (popularmente chamada de bacia) e o acetábulo, juntos eles conectam a coluna lombar aos membros inferiores.

Quais as causas?

Quando ocorre, a fratura no quadril pode ser grave, principalmente no caso de idosos, onde qualquer tipo de lesão no osso pode comprometer a mobilidade e inclusive a saúde devido ao desgaste ósseo que o corpo sofre, chamado de osteoporose. Além das fraturas que ocorrem durante uma queda e do fator velhice, há também o fator sexual, pois mulheres perdem de 30 a 50% da densidade óssea.

Fatores de risco

Há uma série de fatores de risco que podem predispor a fratura no quadril, como pessoas raquíticas ou com baixa taxa de cálcio no corpo; fumantes e alcóolatras, pacientes com lesões no fêmur e acidentes graves de carro. Em idosos, a fratura do quadril somada à fratura do fêmur forma uma combinação perigosa, pois caso não haja cirurgia, o paciente pode correr risco de vida.

Quais são os sintomas?

O principal sintoma de uma fratura é a dor aguda que pode ser sentida tateando a parte afetada. No caso de fratura no quadril, movimentá-lo pode causar dor na coxa e inclusive irradiar para dor na virilha, dependendo do grau de lesão. Após um breve tempo, aparecem hematomas e edema (inchaço) na região.

Vale salientar que nos casos de queda, o próprio indivíduo não consegue se levantar sem a ajuda de terceiros. Em alguns casos, o paciente pode acabar mancando, limitando os movimentos por conta da dor no quadril, que é sentida na parte interna.

De que forma é feito o diagnóstico?

Há um passo a passo seguido pelos médicos que traz um diagnóstico mais eficaz e seguro. No caso do ortopedista especialista em quadril, ele se baseará na história de como a dor teve início, no histórico médico familiar e pessoal; nos sintomas apresentados pelo exame físico – onde ele vai pedir ao paciente para que realize uma série de movimentos de flexão e rotação – e também nos exames mais avançados, como radiografias, ressonância magnética (no caso de micro fraturas) e em tomografias computadorizadas, no intuito de definir o tratamento mais adequado.

Quais são as opções de tratamento?

Os tratamentos disponíveis são divididos entre conservador (convencional) e tratamento cirúrgico. Apesar de ser pouquíssimo usado, o tratamento conservador é menos invasivo e descarta a necessidade de operação. Entretanto, a maioria dos casos de fratura de quadril são solucionáveis apenas com cirurgia por conta do grau avançado de lesão (levando em consideração que a maioria dos pacientes são idosos). Sendo assim, existem várias cirurgias indicadas disponíveis para o tratamento de fraturas do quadril.

Tratamento cirúrgico

Deve-se lembrar que o tratamento cirúrgico para idosos é diferente do tratamento cirúrgico para pacientes com menos idade. Em casos de adultos e jovens, a cirurgia mais indicada é a osteossíntese óssea, que consiste em unir os fragmentos por meio da incisão de uma haste intramedular, placas e parafusos de titânio ou outro material resistente. Essa cirurgia é muito usada em casos de desvio, pois une os ossos e permite uma recuperação mais rápida.

No caso de idosos, além das fraturas da pélvis e do acetábulo, eles também podem desencadear uma fratura na cabeça do fêmur, fator ímpar para causar uma patologia chamada de Impacto Femoroacetabular, que prejudica e desgasta a articulação do quadril. Nesses casos, pode ser necessário realizar uma técnica cirúrgica chamada artroplastia de quadril, que consiste em colocar uma prótese articular entre o fêmur e o acetábulo.

Informações de recuperação e tratamento

Após a artroplastia de quadril, o paciente deve ser imobilizado com gesso por cerca de quatro a cinco semanas. Após esse período, ele deve começar a andar com o auxílio de muletas e iniciar as sessões de fisioterapia leve para retomar a força e a mobilidade muscular. O período de reabilitação depender muito da condição do paciente, em jovens adultos, a recuperação pode demorar cerca de um a dois meses, ao passo que em uma mulher idosa portadora de osteoporose, o tratamento pode se estender por até seis meses.

É importante lembrar que em idosos acima de noventa anos, a cirurgia pode ser muito arriscada e muitas vezes ineficaz. Dessa forma, o mais correto seria adaptar a residência para recebê-lo da melhor forma possível, mantendo a qualidade de vida. É necessário reformar totalmente o estilo de vida, fazendo uma dieta saudável rica em nutrientes, iniciar esportes menos agressivos, como hidroginástica e descansar mais. Dirigir e outras atividades mais sérias só podem ser retomadas mediante autorização médica.