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O que é?

O fêmur é osso mais forte e o maior presente no corpo humano. Ele se localiza na coxa e faz ligação com o joelho na parte mais inferior, e com o osso da pelve na parte mais superior.

A parte superior do fêmur é composta por três partes, denominadas cabeça do fêmur, colo do fêmur e trocanter maior. A cabeça do fêmur se encaixa no osso da pelve através do acetábulo, que é uma das partes do osso da pelve. A junção da cabeça ao acetábulo forma a articulação do quadril.

A fratura do colo do fêmur ocorre entre a cabeça do fêmur e a linha intertrocantérica, que é a região localizada abaixo da cabeça do fêmur e é um dos tipos mais freqüentes de fratura do quadril. Também é uma dos principais responsáveis por provocar deficiência e debilidade nos idosos.

Quais as causas?

As quedas e as torções são as principais causadoras da fratura do colo do fêmur em idosos. A fratura ocorre devido à maior fragilidade óssea principalmente em decorrência de osteoporose e osteopenia.

Outra causa de fratura é o estresse mecânico da articulação que juntamente com a diminuição da densidade mineral óssea pode levar à fratura.

Em jovens a fratura geralmente é causada por traumas decorrentes de acidentes como acidentes de carro e quedas de altura.

Quem faz parte do grupo de risco?

O principal grupo de risco é formado por idosos com idade acima de 65, pois estão mais suscetíveis a sofrerem queda. Nessa faixa etária, devido ao envelhecimento natural e a algumas patologias como a osteoporose, o idoso apresenta uma maior perda de tônus muscular e diminuição da capacidade de equilíbrio e dos reflexos, aumentando a possibilidade de sofrerem queda ou torção.

Dentro do grupo de idosos, as mulheres são mais afetadas que os homens. Isso ocorre porque há uma diminuição dos níveis hormonais, o que leva a uma diminuição dos níveis de densidade mineral óssea, deixando os ossos mais frágeis.

Fatores como tabagismo, alcoolismo, sedentarismo e uso de alguns medicamentos também são fatores de risco, pois podem levar a alterações fisiológicas que possam provocar ou piorar o quadro de doenças que levem a uma maior fragilidade óssea e, como no caso dos medicamentos, podem provocar alterações de reflexo e equilíbrio, aumentando as chances de sofrerem uma queda.

Quais os sintomas?

Os principais sintomas são dor e impossibilidade de caminhar.

Pode se observar também um encurtamento da perna do lado que ocorreu a fratura em comparação com a perna do lado onde não houve fratura. Além disso, pode ser observado que o pé fica virado para a lateral.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico deve ser realizado pelo médico ortopedista especialista em quadril e consiste no exame clínico.

No exame clinico o médico obtém informações do histórico do paciente como, por exemplo, se possui alguma doença prévia como osteoporose, doenças neurológicas ou tumores. Ademais, o paciente deve relatar ao médico como ocorreu o episódio que levou à queda ou torção. Essa informação é importante porque a queda pode ocorrer em decorrência de outras doenças, como o AVC (acidente vascular cerebral), e que devem ser igualmente tratadas.

O exame físico também deve ser feito, onde pode ser observado o encurtamento da perna e a dificuldade ou impossibilidade do paciente caminhar.

O médico pode solicitar um exame de raio-X para confirmação de fratura e para avaliar a extensão e tipo de fratura. Outros exames de imagem, como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética também podem ser solicitados para o diagnóstico da fratura.

Quais são os tratamentos recomendados?

O tratamento conservador (não cirúrgico) é raramente realizado, sendo indicado para pacientes gravemente debilitados. Nesse tipo de tratamento são administrados analgésicos (geralmente injetáveis) e o paciente deve ficar em repouso ou em posições que não causem dor. Na grande maioria dos casos o tratamento mais indicado é o cirúrgico, que deve ser realizado o mais rápido possível (até 48 horas após o incidente), diminuindo as chances de mortalidade causada por complicações.

O tipo de cirurgia do quadril a ser realizada vai depender de fatores como nível de atividade do paciente e do tipo e local da fratura. A mais realizada é artroplastia total de quadril, onde é colocada uma prótese. Esse tipo de cirurgia costuma ser bastante invasiva, no entanto o Dr. Rogério Naim é capacitado na técnica minimamente invasiva de Artroplastia Total do Quadril, diminuindo os riscos de complicações, reduzindo o tempo de internação e aumentando a satisfação do paciente no pós-operatório.

Outro tipo de cirurgia realizada tem como objetivo a fixação da fratura (fragmentos ósseos) utilizando parafusos, hastes ou placas.

Informações de recuperação

O tratamento pós-cirúrgico e a reabilitação vão depender do tipo de cirurgia realizada. O paciente deverá sair da cama no dia seguinte à cirurgia, acompanhado do fisioterapeuta. O uso de meias elásticas e medicamentos anticoagulantes podem ser indicados para se evitar a trombose venosa profunda.

Geralmente os pacientes recebem alta hospitalar após três a quatro dias e devem utilizar muletas, andadores ou cadeira de rodas.

O processo de reabilitação deve ser feito por meio da fisioterapia e tem como objetivos a melhora ou diminuição da dor, melhora na movimentação da articulação e principalmente o fortalecimento muscular. A reabilitação auxilia a recuperação do paciente, mas nem sempre este retorna ao seu estado funcional anterior à fratura.