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A fratura do fêmur é uma lesão que atinge muitos idosos. Dependendo da idade mais avançada, o paciente pode apresentar uma série de complicações, principalmente aqueles que já sofrem com histórico de osteoporose. Em compensação, a fratura na estrutura óssea do corpo humano pode ocorrer em pessoas mais jovens, como resultado de algum acidente de alta energia. 

Independentemente do caso, a cirurgia de implante ou restauração da estrutura comprometida é quase sempre indicada pelo médico ortopedista.

O que é?

O fêmur é o osso mais longo e volumoso do corpo humano. Localizado na coxa, essa estrutura é considerada a mais resistente. Por isso mesmo a fratura do fêmur pode se tornar tão delicada, principalmente entre pacientes idosos. 

Para idosos, principalmente com mais de 80 anos, a lesão pode causar morbidade e até levar o paciente à morte. Isso ocorre em detrimento de outras doenças que acometem os ossos. Pacientes que sofrem com osteoporose, por exemplo, são mais suscetíveis a fraturar o fêmur, já que a estrutura óssea se encontra mais fragilizada.

Um fêmur quebrado possibilita uma série de desconfortos para quem sofre com o problema. A dor é constante durante a realização de pequenos movimentos, com a presença de fisgadas nas pernas. Há ainda edema, impotência funcional, grande dificuldade em se manter de pé e, em alguns casos, deformidades.

Apesar do fêmur quebrado ser raro em jovens, a lesão pode ocorrer após acidentes de grande impacto. Comumente isso acontece após um acidente automobilístico, atropelamento e queda de local alto. 

Para o médico ortopedista, a identificação do local da fratura é essencial para o tratamento. É preciso determinar a região do osso que foi comprometida. Afinal existem quatro tipos de lesões associadas à fratura do fêmur, baseado em cada ponto do osso acometido.

As fraturas proximais, localizadas próximas ao quadril, podem ser divididas entre: fratura da cabeça femoral, do colo femoral, da região trocanteriana e subtrocanteriana.

Causas

Como salientado, esse tipo de fratura é mais comum em pessoas acima dos 65 anos. De forma geral, o fêmur quebrado é resultado de pequenos traumas em uma pessoa com histórico de osteoporose. Já em jovens, a fratura do fêmur está relacionada a impactos de alta energia, já que a estrutura óssea do fêmur é muito resistente.

Tipos

Fratura do colo do fêmur: é o problema mais comum entre pacientes com osteoporose, sobretudo mulheres idosas. Em contrapartida é muito raro um paciente jovem, vítima de acidente de alto impacto, sofrer com esse problema. Geralmente ele é relacionado a um histórico de doenças ósseas. 

Esse tipo de fratura do fêmur pode ser dividido entre intra e extra capsulares. Ou seja, o problema pode se localizar tanto dentro (intra) como fora (extra) da cápsula que envolve a articulação coxo-femural. O tratamento se adequa à região da fratura e, também, ao desvio inicial.

Fratura da cabeça do fêmur: são raras, já que só ocorrem em acidentes de alto impacto. É mais comum em pessoas atropeladas por veículos.

Esse problema é caracterizado entre fratura abaixo e acima da fóvea (pequena cavidade na cabeça do osso), ou associada com fratura do colo ou do acetábulo. O médico ortopedista será o responsável por recomendar o melhor tipo de tratamento, baseando-se na gravidade e na localização do fêmur quebrado. 

Fraturas trocanterianas: o trocanter é uma região próxima à extremidade superior do fêmur. Se caracteriza por ser uma proeminência óssea. Esse tipo de fratura do fêmur ocorre entre o grande e o pequeno trocanter. 

De forma geral a incidência é maior em idosos, sobretudo aqueles com histórico de osteoporose. Não é por menos que as mulheres sofrem mais com essa condição, uma vez que a incidência de osteoporose nelas é maior.

O objetivo do tratamento, junto a um médico ortopedista, é de suma importância já que o fêmur quebrado nesse estágio pode implicar em problemas mais sérios para a saúde. Por isso a estabilização da estrutura óssea fraturada deve ser feita de imediato, já que o índice de mortalidade chega a 36% após a constatação da lesão.  

Fraturas sub-trocanterianas: acomete vítimas de traumas ocasionados por acidentes de alta energia. O paciente que sofre com essa condição deve se submeter a um procedimento cirúrgico, já que tratamentos conservadores não têm tanto efeito.  

O médico ortopedista incumbido de realizar a operação deve ter bastante experiência, sobretudo em intervenções na região do quadril. 

Todos os tipos de fêmur quebrado podem ser identificados por meio de exames de imagem como ressonância magnética e tomografia computadorizada.

Tratamento

De forma geral o problema, independentemente da região, deve ser tratado por meio de intervenção cirúrgica. Nos casos mais brandos, em que há fratura incompleta ou completa sem desvio, o tratamento é feito por meio de uma operação pouco invasiva, em que se aplica parafusos canulados. Para esse procedimento rápido e de baixo sangramento, dá-se o nome de osteossíntese.  

Quando o problema for mais grave, ou seja, quando houver fratura completa com desvio parcial ou com desvio completo, a artroplastia do quadril se faz necessária, principalmente para pacientes idosos. Esse procedimento contribui para o ganho de mobilidade e de marcha, além de diminuir o quadro de dor. A cirurgia consiste na troca das regiões degeneradas por implantes artificiais.

Em pacientes mais jovens, esse tipo de comprometimento com mais agravantes também pode ser tratado com osteossíntese.