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As fraturas de quadril em idosos fazem parte das lesões traumáticas que se tornam comuns com a idade avançada, representando quase metade das internações feitas por trauma nos hospitais. O risco de se sofrer uma fratura do quadril aumenta consideravelmente a partir dos 80 anos por uma série de motivos que envolvem, desde o enfraquecimento dos ossos com a osteoporose (efeito comum ao processo de envelhecimento), até a perda de visão, uso de medicamentos fortes, e outros fatores que podem causar uma queda ou outros tipos de acidentes.

Na maioria das vezes, a fratura de quadril em idosos está associada à osteoporose. E, neste caso, as consequências costumam ser ainda maiores e mais graves, afetando significativamente a qualidade de vida do paciente. No geral, as fraturas do quadril em idosos são consideradas graves, e podem levar à perda da autonomia e causar até complicações fatais.

Pacientes idosos, principalmente a partir dos 65 anos, devem consultar um médico em quaisquer casos de traumas, a fim de verificar a possibilidade de fraturas. Além disso, o paciente deve ficar ainda mais atento às dores no quadril e na região da virilha e, em caso de suspeitas, procurar por um médico ortopedista especialista em quadril.

É comum que a lesão ocorra sempre em um dos lados do quadril, podendo afetar diferentes partes da articulação – algumas mais graves que as outras, como é o caso do fêmur, responsável por suportar grande parte do peso do corpo, além de ser um dos ossos mais importantes do quadril.

Quais as causas?

Como já mencionado, a osteoporose costuma ser uma das principais causas das fraturas do quadril em idosos. Isso acontece por conta da diminuição da concentração de cálcio nos ossos, que leva ao enfraquecimento e deixa as articulações menos resistentes à lesões. A osteoporose é uma doença bastante comum entre idosos, já que está ligada também ao processo de envelhecimento.

Além disso, qualquer trauma que afete a região, como uma queda, pode levar a uma fratura. O paciente deve ter mais atenção em detalhes que possam apresentar riscos de acidentes, como chão escorregadio, escadas, desníveis, ou até mesmo ao uso sapatos inadequados, não tão seguros.

No caso das mulheres, as fraturas são ainda mais comuns por conta de um processo de diminuição da densidade óssea que acontece durante a menopausa. Esse processo é causado por outro muito comum nesta fase, que se trata da redução na produção de estrogênio – hormônio responsável por ajudar a manter a força e a densidade dos ossos.

Outras doenças como metástases também podem estar relacionadas a casos de fraturas de quadril em idosos.

Quem faz parte do grupo de risco?

Pessoas acima de 80 anos já fazem, automaticamente, parte do grupo de risco de fraturas do quadril, mas existem ainda outros fatores que podem colaborar, como histórico familiar; transtornos mentais; neurológicos ou visuais; consumo de álcool; fumo; ou ainda pessoas muito magras e com baixa concentração de cálcio nos ossos.

Quais os sintomas?

Os principais sinais de uma fratura de quadril são intensa dor no quadril ou ainda dor na virilha. Podem aparecer também hematomas e luxações – dependendo da intensidade do trauma que causou a fratura. O paciente também pode sentir dificuldade em se movimentar normalmente e rigidez.

É importante que se procure imediatamente por um médico ortopedista especialista em quadril sempre que houver a presença de um ou mais sintomas. Mesmo os pequenos sinais, no caso de idosos, podem significar uma lesão.

Diagnóstico

No momento do acidente, o médico do pronto socorro pode auxiliar no tratamento da dor e encaminhar o paciente para os primeiros exames e procedimentos. É importante, porém, que se procure por um médico ortopedista especialista em quadril para o diagnóstico final e acompanhamento do tratamento.

O primeiro passo do médico, geralmente, é tentar entender como ocorreu a lesão e identificar a suspeita de fratura do fêmur. A partir disso, será necessária a realização de uma série de exames de imagens, como radiografia e ressonância magnética, a fim de identificar a exata região que foi danificada e a gravidade da lesão.

Como tratar as fraturas do quadril em idosos?

O tratamento pode variar bastante de acordo com o quadro do paciente, gravidade da lesão e diagnóstico. Apesar disso, a cirurgia costuma ser o mais indicado, mesmo para idosos. Nesta faixa etária, na maioria das vezes, recomenda-se a realização do implante de uma prótese do quadril, que substitui em parte ou totalmente a articulação entre o fêmur e o acetábulo.

Após a cirurgia, o paciente deve retomar gradativamente as atividades com a ajuda da fisioterapia, que deve auxiliar para a recuperação de, pelo menos, parte da qualidade de vida. Normalmente a reabilitação dura cerca de um mês, mas esse tempo pode ser prolongado em casos mais delicados, dependendo da resposta do paciente.

Prevenção:

É muito importante que, sempre que possível, sejam consideradas medidas de prevenção de fraturas em idosos, inclusive para as fraturas do quadril. Deve-se ter bastante atenção quanto às situações de risco: como pisos derrapantes ou molhados; uso de sapatos inadequados, que não são tão seguros e confortáveis; necessidade de urinar durante a noite em ambientes escuros e com obstáculos; uso de medicamentos fortes e que alterem a capacidade motora e neurológica; ou mesmo alterações visuais.

Em caso de pessoas com mais de 65 anos e que residam sozinhas, é importante que o ambiente esteja bem adaptado de maneira a oferecer completa segurança. Outra dica importante é ter, sempre que possível, alguém por perto: principalmente durante a noite ou em outros momentos e situações que possam apresentar riscos