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Para qualquer praticante de esportes, as lesões musculares são um dos problemas mais comuns. Um deles é a lesão muscular posterior da coxa, que pode ser prejudicial para atletas de alto rendimento, como é o caso do russo Alan Dzagoev, jogador que está na Copa do Mundo. No primeiro tempo do jogo contra a Arábia Saudita, o atleta sentiu a musculatura da parte de trás da coxa e teve que ser substituído. Tempos depois, já com avaliações médicas, ficou diagnosticada uma lesão dos músculos isquiotibiais.

Mesmo os atletas de final de semana, como são conhecidas as pessoas praticam atividades de maneira menos intensa, estão expostas a lesão muscular posterior da coxa. Para evitar que a rotina seja afetada é preciso conhecer este tipo de lesão e compreender sua gravidade.

O que é

Os músculos, como fisiologia, são as únicas estruturas do nosso corpo capazes de gerar força para movimentar articulações. Eles conseguem, por meio de diversos processos químicos, seguir as orientações do cérebro para fazer os múltiplos movimentos que desejamos.

Entretanto, quando os músculos são submetidos a condições extremas, seja por pancada, ou por força excessiva na região, eles podem se machucar, gerando consequências bastante dolorosas para os pacientes.

A lesão muscular posterior da coxa acontece quando a perna está exposta a uma força intensa de tração, o que acaba gerando uma ruptura e, consequentemente, dor. Os pacientes que sofrem com a lesão dos músculos isquiotibiais, em regra, chegam aos consultórios médicos sentindo muita dor e com incapacidade de realizar alguns movimentos.

Sintomas

Entre os principais sintomas da lesão muscular posterior da coxa estão:

- Inchaço na região algum tempo depois de ocorrida a lesão;

- Hematomas na parte de trás da perna;

- Fraqueza na região que, dependendo do caso, pode permanecer durante várias semanas.

Diagnóstico

O diagnóstico da lesão muscular posterior da coxa é realizado por um médico ortopedista, que será responsável por orientar o tratamento, garantindo que ele seja feito da maneira correta. É comum que o profissional requisite vários exames, como radiografias e ressonâncias, e também opte por fazer exames de toque para identificar as regiões mais atingidas pela lesão.

Tratamento

Essa é a parte mais complexa para as pessoas que sofrem com a lesão dos músculos isquiotibiais. O tratamento envolve inúmeras sessões de fisioterapia e seguir algumas recomendações que, muitas vezes, envolvem a parada das atividades.

A maioria dos tratamentos segue um protocolo conhecido como PRICE (proteção, repouso, gelo, compressão local e elevação do membro). Um detalhe importante desse procedimento envolve proteger a região nos primeiros dias. É preciso evitar que a perna faça movimentos mais amplos, para que a lesão não piore, impedindo assim a ampliação do problema.

O repouso também é parte fundamental do processo, afinal, o corpo precisa de descanso para trabalhar na cicatrização do músculo. A fisioterapia, por sua vez, entra como uma importante etapa da recuperação, essencial para a volta às atividades.

Todo o processo terá um cronograma especificado pelo ortopedista e que precisa ser seguido de maneira regrada. A ideia é dar tempo para a perna descansar e, depois, voltar aos poucos às atividades. A fisioterapia será a “ferramenta” para estimular os antigos movimentos e fortalecer a região.

O procedimento cirúrgico só é recomendado quando a lesão afeta de maneira muito intensa os tendões sendo, portanto, raras as intervenções nesse sentido.

Outras Informações

De maneira geral é possível evitar que a lesão apareça. O principal ponto é o de fazer, sempre, antes de qualquer atividade, alguns exercícios de aquecimento. A ideia é preparar, aos poucos, os músculos para as contrações mais fortes e não deixá-los expostos a movimentos bruscos.

Seguir uma rotina de fortalecimento da região e manter o corpo sempre hidratado são recomendações que também não podem ser desprezadas. Os músculos dependem bastante de água para conseguir fazer os processos químicos necessários, e a questão do fortalecimento faz com que ele suporte ainda mais movimentos intensos.

Outra dica importante é não se automedicar. Evite tomar analgésicos, anti-inflamatórios e outros remédios do tipo sem a recomendação de um médico. Isso fará com que não haja risco de omissão de sintomas importantes para o diagnóstico da lesão.