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Nos últimos anos o tênis passou a ganhar cada vez mais praticantes pelo Brasil. Entretanto, se a prática esportiva aumentou, aumentaram também as recorrências de lesões no esporte, como tendinites (braços e quadril), problemas nos ombros e lesões do quadril.

Esses problemas podem aparecer por vários motivos: técnica ruim do atleta, excesso de treinamento, movimentação errada, lesões musculares, sobrepeso e, como em qualquer esporte, pode acontecer alguma lesão acidental.

O que é e suas causas

Os atletas praticantes de tênis precisam escolher um lado para usar a raquete. Essa escolha, com o tempo, gera impactos para o corpo da pessoa. Alguns estudos identificaram que o lado não dominante do jogador sofre bastante com relação ao fortalecimento muscular. Ou seja, um lado fica muito mais forte do que o outro, causando um desequilíbrio no corpo da pessoa.

Esse fator, aliado à grande e intensa movimentação que o atleta faz em um curto espaço de tempo, contribui para o aparecimento de problemas físicos, como as lesões do quadril. Estima-se, também, que com o passar do tempo, os praticantes de tênis tenham mais chances de desenvolver artrose do quadril e outras enfermidades capazes de gerar alterações e dor no quadril.

Sintomas

Durante o jogo mudanças bruscas de direção e intensidade podem fazer com que os primeiros sintomas de lesões do quadril apareçam. Vale prestar atenção em situações como:

- Dor no quadril;

- Instabilidade na rotação do corpo;

- Fraqueza para a realização de alguns movimentos.

Em casos mais sérios, o sintoma pode ser até mesmo a impossibilidade de realizar tarefas simples.

Diagnóstico e tratamento

Para fazer um diagnóstico correto do problema enfrentando pelo paciente, o ortopedista precisará mensurar diversas questões da rotina. Como não existe apenas uma lesão do quadril, ou seja, apenas um problema na região, é necessário fazer um estudo e conhecer bem quais as atividades que estão gerando o problema.

Existe, por exemplo, a questão do traumatismo agudo, caracterizada por quedas ou acidente. Nesse caso, é preciso pedir exames e conversar com a pessoa para entender o que aconteceu. É possível que, em vez de uma séria lesão no quadril, seja apenas a questão do impacto causado pela queda, que pode ser tratado com procedimentos mais conservadores.

Quando o problema é relacionado à sobrecarga dos exercícios, ou seja, excesso de prática, as lesões são um pouco mais complexas, podendo afetar tendões, músculos e articulações. Como o quadril, no caso, pode ficar muito exposto, é possível que apareça problemas como artrose do quadril e a dolorosa síndrome do piriforme. A melhor maneira de tratar esses problemas é com recondicionamento físico e fisioterapia, para passar a dor e fortalecer a região, fazendo com que o problema não apareça mais.

Outro problema que pode acontecer pela questão de mudanças de direção é a pubalgia. O problema, que pode ser tratado de maneira conservadora, gera bastante incômodo e dor no quadril do atleta, e precisa de fisioterapia e fortalecimento muscular para que não evolua para um caso mais grave.

O impacto fêmoro acetabular também é uma causa recorrente de idas ao ortopedista. Apesar do nome complexo, o problema pode ser explicado de maneira simples. Trata-se de um contato errado feito entre o fêmur e acetábulo, outra estrutura que liga as pernas ao quadril. Quando ocorre algum problema nessa ligação, o impacto fêmoro acetabular acontece. Os principais sintomas desse problema são dores na virilha, dores nos tendões da coxa e limitações para cruzar e flexionar os membros inferiores.

Outras informações

Como em todo problema físico o ideal é sempre seguir a recomendação médica para o tratamento, seja ela para o uso de medicamentos ou para realizar sessões de fisioterapia. Tomar remédios sem receita também não é recomendado, afinal, ocultar a dor por certo período não irá curar o problema, podendo gerar algo ainda mais sério com o passar do tempo.

Realizar as sessões de fisioterapia é fundamental, tanto para o condicionamento físico quanto para diminuir a incidência da dor. É recomendado, também, parar a atividade física enquanto realiza-se o tratamento, tendo em vista que é preciso dar um tempo para o corpo assimilar o tratamento (fisioterapia/remédios) e começar a sentir melhoras no que tange o tratamento. Seguir as orientações recomendadas pelo médico é sempre a melhor maneira de se recuperar e voltar o quanto antes para a rotina.