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O que é

A luxação do quadril é um deslocamento dos ossos da articulação da bacia, onde se encontram acetábulo e fêmur. Os casos que envolvem uma luxação do quadril costumam acontecer em momentos de trauma no local, mas também pode ser uma condição congênita: quando o bebê já nasce com a luxação ou acaba por adquiri-la (displasia do quadril).

A luxação do quadril acontece quando a cabeça do fêmur sai do lugar, trazendo possíveis complicações para o acetábulo e para a cabeça do fêmur, além de comprimir o nervo ciático. É importante que o paciente saiba que este tipo de lesão é grave, e ao sofrê-la deve-se procurar imediatamente um especialista em quadril.

Causas

As causas de uma luxação traumática costumam ser por acidente: como em um acidente de carro, ao praticar um esporte, em uma queda, ou algum outro tipo de impacto forte o suficiente para causar a luxação no local.

Já a luxação congênita de quadril, conhecida por LCQ ocorre quando não há o contato entre fêmur e acetábulo no bebê, fundamental para os movimentos do quadril. Este tipo de luxação pode ser tanto um fator hereditário, quanto mecânico – resultado de um mau posicionamento intra-uterino do feto.

Grupos de Risco

Além dos quadros congênitos em bebês e de luxações causadas por acidentes, os pacientes que praticam esportes de maior grau de impacto como, por exemplo, o futebol e o rugby, podem vir a ter uma luxação de quadril durante um movimento mais intenso.

Idosos estão no grupo de risco por terem um enfraquecimento natural das articulações devido à idade e ao maior risco de queda, além de apresentarem uma maior propensão a deslocamentos articulares.  

Pacientes que possuem artrite reumatoide também podem sofrer com casos de luxação de quadril. O motivo é que, durante um quadro da doença, os tecidos moles e as articulações sofrem alterações que acabam deixando a região mais fraca.

Sintomas

O principal sintoma de uma luxação do quadril é uma intensa dor na região pélvica e no quadril, que fará com que o paciente não consiga mexer a própria perna e nem consiga ficar em pé.

É possível que haja também dor no joelho. Outro sintoma que costuma ser relatado é uma visão distorcida das pernas, ou seja, encurtamento de uma perna em relação à outra. Em alguns casos, é possível que haja lesão nos nervos locais, fazendo com que o paciente também não sinta os membros inferiores, como o pé.

Já nos casos infantis, uma perna costuma ser mais curta que a outra, os joelhos costumam estar em desnível, além de haver instabilidade na articulação do quadril.

Diagnósticos

Ao consultar um especialista em quadril, o diagnóstico de uma luxação pode ser identificado com exame de raio-x. É possível que o especialista também peça um exame de ultrassonografia para completar a análise do deslocamento.

O diagnóstico de luxação congênita do quadril de um bebê é diferente, já que ele não apresenta ossos formados como um adulto, e sim cartilagens. Por isso, ele é feito por meio das manobras de Barlow e Ortolani, que detectam as instabilidades no quadril e a existência de luxação.

Tratamento

O tratamento para luxação do quadril costuma ser feito com o ‘encaixe’ da cabeça do fêmur no quadril, com o paciente anestesiado. O sinal de que a manobra foi feita com sucesso é que o paciente conseguirá movimentar a perna com amplitude total. Além disso, o especialista pedirá outro exame de raio-x, ou uma tomografia computadorizada para checar se não há mais necessidade de intervenções.

Em casos mais graves, onde há algum tipo de fratura, o especialista irá realizar uma artroscopia. Após a cirurgia, o paciente seguirá com fisioterapia para a total recuperação dos movimentos, além disso, é recomendável o uso de muletas para que não haja sobrepeso, nem dor no joelho e no quadril, ou esforço excessivo na região operada.

O tratamento infantil começa logo nos primeiros dias de vida para que haja um maior grau de efetividade. Até os três meses é usado o suspensório de Pavlik, que tem por função manter as pernas do bebê em posição específica para que acetábulo e fêmur tenham a formação adequada.

Em casos no qual o quadro é descoberto com mais idade, o especialista em quadril poderá realizar a mesma técnica utilizada nos adultos: a manobra de ‘encaixe’ da cabeça do fêmur no quadril, porém nas crianças depois é colocado gesso. O gesso serve para que haja estabilização e formação na posição adequada.

Só como última opção é realizada intervenção cirúrgica, isso porque devido aos ossos ainda não estarem todos formados, é possível que haja várias cirurgias para restaurar uma luxação de quadril congênita.

Mais Informações

A luxação do quadril é um quadro considerado grave e, antes que o socorro chegue, existem algumas medidas para evitar mais dor e traumas no local. Se sentir que houve uma luxação do quadril, não force o local, nem se movimente: mantenha-se o mais imóvel possível até ser atendido e diagnosticado corretamente.

É possível que durante o período de recuperação, tanto cirúrgica, quanto não cirúrgica haja uso de medicação para aliviar a dor no quadril e a dor no joelho. Lembre-se que se suspeitar de um caso de rompimento de luxação do quadril, a primeira medida a ser tomada é consultar um médico especialista no assunto: assim, o diagnóstico e os tratamentos mais adequados serão passados!