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São Paulo - O resultado de dois anos de pesquisas e testes realizados pelo Dr. Rogério Naim Sawaia, chefe do serviço de ortopedia do Hospital Panamericano, em São Paulo já está beneficiando pessoas que sofreram fratura nas articulações do quadril. Denominado técnica Sawaia, o novo método é especialmente indicado para as cirurgias de fixação de fraturas transtrocanterianas (do fêmur). De acordo com o médico, a inovação significa economia para empresas de saúde e mais conforto aos pacientes.

A nova técnica, comparada ao sistema tradicionalmente usado para efetuar esse tipo de cirurgia, o DHS, traz vantagens tanto no ato cirúrgico como na fase de recuperação. “Nossas pesquisas mostram que, com o método Sawaia, diminuímos em 40% a necessidade de transfusão de sangue e reduzimos cerca de 30% o tempo de internação”, esclarece o Dr. Naim. “Dessa forma, há menos gastos e o paciente também se beneficia, pois a cirurgia se torna menos agressiva”, afirma.

Pelo antigo modelo DHS, era necessário fazer uma incisão de aproximadamente 15 centímetros, o que causava bastante perda de sangue e mais dor no pós- operatório. Com a técnica Sawaia, o corte é de três centímetros apenas. “Como a maioria das pessoas que sofrem essa fratura são idosas, o menor tempo de imobilização também contribui para se evitar complicações após a cirurgia”, diz o médico.

O desenvolvimento dessa técnica foi realizado pelo Dr. Naim com apoio do Hospital Panamericano e com a empresa Prosintese, fornecedora dos instrumentos especialmente elaborados para a técnica Sawaia. Segundo o Dr. Naim, a placa (prótese) colocada no osso também sofreu modificações. O hospital, entretanto, não divulgou o investimento feito nem o valor da cirurgia.

De acordo com o Dr. Motomu Tominaga, diretor clínico do Hospital Panamericano, “o custo em materiais deve ser similar em comparação com o do DHS, mas uma novidade sempre tem um valor adicional”, ressalta. Outro aspecto importante, segundo ele, é a padronização do procedimento. “Por isso a maioria das cirurgias está sendo feita no próprio hospital”, diz o médico.

Até agora já foram realizadas cerca de 150 operações. Por enquanto, somente o Dr. Naim realiza o procedimento, mas sua equipe está sendo preparada para efetuá-la. De acordo com o Dr. Tominaga, a técnica deverá ser difundida o máximo possível. “Estamos divulgado à classe médica em congressos e publicações em revistas científicas”, acrescenta o especialista.